Prefeito de Araguaína determina compra de 180 mil doses da vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Pfizer

O prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (Podemos), publicou um decreto autorizando a compra da vacina contra o coronavírus desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer, em regime de urgência. Segundo o município, a previsão é de que sejam adquiridas 180 mil doses ao custo de R$ 10 milhões. O imunizante teve 95% de eficácia na última fase de estudos e será usada de forma emergencial no Reino Unido a partir da próxima semana. No Brasil, nenhuma vacina foi aprovada ainda.

Araguaína é a segunda maior cidade do estado, com 183,3 mil habitantes, segundo último levantamento do IBGE. Atualmente, é o segundo município mais afetado pela pandemia no Tocantins, com 16.696 casos confirmados e 235 mortes.

O texto publicado no Diário Oficial do município, nesta quarta-feira (2), determina que “a Secretaria Municipal de Saúde deverá tomar todas as providências para adquirir emergencial e urgentemente as doses da vacina desenvolvida pela Pfizer/BioNTech necessárias para a imunização de toda a população residente em Araguaína.”

A prefeitura informou ao G1 que ainda não há um contato e a compra deve ser feita o mais rápido possível, dependendo da disponibilidade do fabricante. O cronograma de vacinação será divulgando posteriormente.

A vacina da Pfizer foi escolhida, segundo a prefeitura, por ter alta taxa de eficácia: “A adoção pela Inglaterra da vacina já aprovada emergencialmente naquele país desenvolvida pela Pfizer – Estados Unidos em parceria com BioNTech – Alemanha, cuja eficácia é de 95% estando programado o início da imunização já na próxima semana”, diz trecho do decreto.

Por meio da assessoria de comunicação, o prefeito Ronaldo Dimas comentou o a medida.

"Se São Paulo está comprando uma vacina, a gente também pode comprar. Isso vai garantir o funcionamento do comercial e industrial, e dar tranquilidade para todo mundo”, afirmou Dimas.

O decreto também justifica a compra do imunizante da Pfizer com base na escolha da vacina feita pelo governo federal, que segue em acordo com o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford. Porém, a opção tem taxa média de eficácia de apenas 60%.

Com a publicação do decreto, Araguaína passa a ser a primeira cidade do estado a prever a aquisição e utilização de uma vacina contra o coronavírus. Em outubro o governador Mauro Carlesse (DEM) chegou a dizer que o Tocantins seria o primeiro estado a fazer a vacinação.

Nesta quinta-feira (3), a Secretaria de Estado da Saúde disse que “até a presente data não há nada oficial sobre campanha de vacinação contra a Covid-19. O Tocantins aguarda orientação do Ministério da Saúde, sobre logística, distribuição de dose e público alvo”.

Vacina escolhida

O Reino Unido aprovou nesta quarta-feira (2) o uso emergencial da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech e anunciou que prevê iniciar a vacinação na semana que vem.

Os estudos mostraram que o imunizante teve 95% de eficácia na prevenção à doença e não houve efeitos colaterais graves. Porém, essa opção tem condição especial de armazenamento, precisando ser mantida a -70°C.

O imunizante da Pfizer é um dos quatro que estão sendo testados em fase 3 no Brasil. No país a vacina passou por estudos com 2,9 mil pessoas e os dados foram enviados à Avisa.

Em meados de novembro, executivos da farmacêutica se reuniram com o Ministério da Saúde para falar da vacina, mas ainda não houve anúncio de compra pelo governo brasileiro.

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