Comitê recomenda a municípios retomada do comércio com rígido controle no TO

O Comitê de Crise para prevenção do  novo Coronavírus, causador da Covid-19,  se reuniu por meio de videoconferência para estabelecer medidas para a retomada gradativa dos trabalhos de alguns setores econômicos. As sugestões estabelecem algumas atividades administrativas, seguindo com cautela os cuidados com a saúde e o distanciamento social. 

De acordo com o documento, fica permitido o funcionamento de estabelecimentos comerciais que realizarem atividades e serviços privados não essenciais, mantendo-se rígido controle de acesso para evitar aglomerações, estimulando a lavagem das mãos, o uso de álcool em gel 70% e a observância da etiqueta respiratória

O governador do Estado, Mauro Carlesse, lembrou que o Tocantins completou 30 dias de isolamento social, e neste período conseguiu se manter estável no número de casos da Covid-19, sem causar qualquer colapso na rede pública de saúde.

“O Tocantins foi o primeiro Estado do Norte do Brasil que institucionalizou as medidas de prevenção, monitoramento, controle e combate ao novo Coronavírus, antes mesmo que aparecesse o primeiro caso. A população seguiu com respeito todas as recomendações propostas, mesmo diante de muitas dificuldades. Por isso, após analisar os dados da saúde, propomos a retomada das atividades de alguns setores, permanecendo com alguns cuidados básicos de segurança para que essa doença não aumente o número de infectados, principalmente no quesito do distanciamento social seletivo”, afirmou o governador.

O Distanciamento Social Seletivo é um conceito técnico que se caracteriza por manter apenas alguns grupos isolados, selecionados por apresentarem mais riscos em desenvolver a doença, ou mesmo aqueles que podem apresentar um quadro mais grave, como idosos, pessoas com doenças crônicas (diabetes, cardiopatas, dentre outros), além de condições como obesidade e gestação de risco.

O secretário de Estado da Saúde, Dr. Edgar Tollini, pontua que a retomada das atividades econômicas por meio das pessoas que não estão no grupo de risco, segue baseada nos dados positivos que o Tocantins apresentou durante a pandemia.

“Somos o Estado com menor número de casos no país, somente 26 casos, que representa 1,63% por 100 mil habitantes. Somos o único Estado, que não atestou nenhum óbito e não teve nenhuma internação em leito público, além de termos obtido somente 47% de ocupação em nossos hospitais, não deixando de atender as demandas de outras enfermidades”, explicou o secretário Edgar Tollini.

O Governo segue a retomada das atividades com o apoio de todos os poderes e membros do Comitê de Crise, que vê a necessidade da retomada das atividades para restabelecer a saúde econômica do Tocantins.

O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Helvécio de Brito, destacou que a preocupação social foi preponderante neste momento crítico, mas que o fator econômico também é uma ferramenta importante para o crescimento do Estado, por isso que “é o momento de flexibilizar, porque o Tocantins é economicamente frágil”.

Para a procuradora-geral de Justiça, Maria Cotinha Bezerra, “é um alívio a proposta de retomada dentro dos cuidados essenciais recomendados pela Saúde. A partir de agora, manteremos nossas rotinas, só que nos cuidando mais e de forma mais disciplinada no combate dessa doença”, ressaltou.

Entenda

No dia 21 de março, em razão da pandemia da doença Covid-19, o Estado declarou estado de calamidade pública com o Decreto nº 6.072. Dentre as várias ações contidas está a prestação de serviço de transporte coletivo urbano e rural, bem como coletivo intermunicipal de passageiros, público e privado, que exceda à metade da capacidade de usuários sentados, ou qualquer evento que leve à aglomeração de pessoas, dentre outros como a autorização do trabalho remoto para grupos específicos.

Segundo o secretário da Casa Civil, Rolf Vidal, no que diz respeito as restrições e vedações do Decreto, elas permanecem: aglomeração, circulação dos transportes e as visitas as unidades prisionais continuam restritas.

“O ponto que será flexibilizado são os pontos que recomendava apenas o funcionamento de serviços essenciais, considerados pelo Decreto Federal. Os serviços voltarão gradativamente à sua normalidade e serão monitorados semanalmente, ou até diariamente em cada cidade sob a orientação da manutenção e respeito às regras sanitárias”, complementou o secretário Rolf Vidal

Recomendações

O Comitê de Crise recomenda algumas medidas de prevenção e controle para a continuidade das atividades:

  • Garantir o distanciamento em filas para pagamento com marcação identificada aos clientes;
  • Recomenda-se a suspensão do transito interestadual, bem como visitantes de outros estados;
  • Manter o distanciamento entre os colaboradores com distância de 2 metros;
  • Manter o ambiente arejado;
  • Banheiros higienizados dotados de sabão líquido e papel toalha;
  • Disponibilizar utensílios descartáveis nos serviços de bebidas e alimentação;
  • Os estabelecimentos comerciais estarão sujeitos à fiscalização pela Vigilância Sanitária municipal, apoio dos órgãos e corporação integrantes da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins e Guardas Metropolitanas.

 

Para ACIPA (Associação Comercial e Empresarial de Palmas)

O Governo acertou no indicativo de flexibilização – Entidade recomenda que empresas adotem todas as medidas sanitárias

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Palmas (Acipa), Joseph Madeira, considerou acertada a recomendação do Governo doEstado e do Comitê de Crise de prevenção à COVID-19 (Coronavírus) em flexibilizar o funcionamento de estabelecimentos comerciais. A decisão já está valendo a partir desta semana. “A Acipa recebe essa  notícia com muita alegria e entusiasmo. O Governo do Estado demonstrou necessário equilíbrio e bom senso na condução desta pauta tão sensível. E isto representa um grande alívio não só para a classe empresarial, como também para tantos paise mães de famílias que aguardavam ansiosamente por essa perspectiva de voltarem ao trabalho, para terem de volta sua dignidade e esperança”, ressaltou. Madeira frisou, no entanto, que é recomendado às empresas que sejam adotadas, rigorosamente, todas as medidas sanitárias e de segurança conforme orientações dos órgãos de saúde.

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