Serviço Geológico indica possibilidade de lama chegar ao rio São Francisco

Inicialmente, previsão era que onda de rejeitos chegasse à usina no São Francisco entre os dias 15 e 20 de fevereiro; à noite, Agência Nacional de Águas deixou de fazer menção a prazo específico.

Relatório de monitoramento do Serviço Geológico do Brasil divulgado por volta das 11h desta segunda-feira (28) indica a possibilidade de a lama de rejeitos da Vale chegar à usina hidrelétrica de Três Marias, no rio São Francisco.

Inicialmente, o relatório falava que a lama poderia chegar a Três Marias entre os dias 15 e 20 de fevereiro. À noite, a Agência Nacional de Águas (ANA), parceira do Serviço Geológico no monitoramento, deixou de falar em um prazo específico.

A lama é resultado do rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os rejeitos atingiram o rio Paraopeba.

Foi o primeiro relatório de monitoramento, que será atualizado duas vezes por dia com base em coletas no monitoramento da lama no Paraopeba. O documento aponta que os sedimentos avançam a 1 km por hora.

A previsão do Serviço Geológico do Brasil é que a lama chegue a São José da Varginha na terça à noite e à usina hidrelétrica do Retiro Baixo, em Pompéu (MG), entre os dias 5 e 10 de fevereiro. Isso significa um caminho de 310 quilômetros desde Brumadinho.

Amortecimento

Segundo análise da Agência Nacional de Águas (ANA), “a barragem da Usina Hidrelétrica Retiro Baixo (…) possibilitará o amortecimento da onda de rejeitos em seu reservatório, a depender da operação da usina”.

Segundo Marlon Marques Coutinho, superintendente regional em Belo Horizonte do SGB, “por existir dois reservatórios com capacidade de retenção significativa, pode ser que o rejeito fique depositado em uma dessas usinas hidrelétricas”. É uma referência às usinas de Retiro Baixo e de Três Marias.

Relatório de monitoramento do rio Paraopeba — Foto: Reprodução/G1Relatório de monitoramento do rio Paraopeba — Foto: Reprodução/G1

Relatório de monitoramento do rio Paraopeba.

 

*Com informações do G1

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