Reduzir a maioridade penal não é solução definitiva, mas começo necessário

Por Rodrigo Constantino

 

Em 2015, o mesmo Datafolha já tinha feito pesquisa similar e concluído que 87% desejavam a redução da maioridade. Ou seja, não há novidade aqui, mas sim continuidade: a imensa maioria da população brasileira entende que a idade não é o mais importante, e sim o crime cometido.

A pesquisa mostra, uma vez mais, como a elite “intelectual” desse país, dominada pela esquerda, vai à contramão do que o povo brasileiro deseja. Após décadas tentando vender a ideia de que marginais são “vítimas da sociedade”, essa elite vermelha não foi capaz de reverter a crença popular de que bandidos fazem escolhas e que, portanto, precisam pagar por elas. Até porque o trabalhador humilde sabe muito bem que a pobreza não é desculpa para roubar e matar, uma vez que ele mesmo optou por caminho diferente.

Enquanto isso, nossos sociólogos esquerdistas continuam tentando incutir em nossas mentes que o marginal é um pobrezinho sem oportunidades, e que se o governo fizer mais programas sociais, tudo ficará bem.

Prisão não é escola para “reeducação”, e sim punição para quem cometeu crimes e um instrumento para afastar esses criminosos do convívio com a sociedade para proteger os inocentes. A maioria dos brasileiros entende isso e clama por mais punição e menos impunidade. Os “intelectuais” de esquerda demonstram desprezo pelo que o povo quer, e tomam o partido dos bandidos.

Os políticos acharam que um jovem de 16 anos estava totalmente maduro para escolher os governantes do país, mas não para ser responsabilizado por seus atos ilícitos. Claro, é mais fácil vender sonhos românticos para os mais jovens, conquistar seus votos por meio da emoção. Acontece que liberdade não pode existir sem responsabilidade: ou aceitamos que jovens de 16 anos são capazes de poder de discernimento tanto para votar como para reconhecer a diferença entre certo e errado, ou os tratamos como mentecaptos em todos os aspectos.

Nos Estados Unidos, jovens podem pegar até prisão perpétua, dependendo do crime cometido. No Brasil, assassinos frios com quase 18 anos são tratados como crianças indefesas, enquanto a culpa do crime recai sobre a própria sociedade. Isso precisa mudar. Reduzir a maioridade não é solução definitiva, claro. Mas é um começo necessário. Como disse o saudoso Roberto Campos: “Com a nossa capacidade de fazer maluquices em nome de boas intenções, criamos uma legislação de menores que é um tremendo estímulo à perversão e ao crime, ao fazê-los inimputáveis até os 18 anos”. Bolsonaro foi eleito para mudar isso. Espero que consiga.

 

*Publicado inicialmente na Jovem Pan

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