O governo do Reino Unido acusou nesta quinta-feira (04) a Rússia de promover ataques cibernéticos ao redor do mundo por motivos que extrapolam a costumeira justificativa de proteger a segurança nacional.

Não é de hoje que Vladimir Putin vem sendo apontado como o patrocinador das ações de hackers mundo afora. Mas dessa vez o governo britânico aponta o dedo de forma institucional e ainda identifica ações que diz terem sido bancadas pelo Kremlin.

Segundo o governo de Theresa May, a Rússia lançou ataques contra a Agência Mundial Anti-Doping, a WADA, que tem sede em Montreal, no Canadá.

Também invadiu os sistemas do metrô e do aeroporto de Odessa na Ucrânia; hackeou os emails do comitê central do partido democrata nos Estados Unidos para prejudicar a candidatura de Hillary Clinton e ainda atacou os sistemas de uma emissora de TV no Reino Unido. Tudo isso entre 2015 e 2017.

Os britânicos dizem ter encontrado provas do envolvimento direto do serviço de inteligência militar russo nos ataques cibernéticos, que Moscou, evidentemente, nega.

A verdade é que a Rússia tem sido acusada de tentar influenciar votações ao redor do mundo nos últimos anos por meio de sua rede bastante sofisticada de hackers.

Os episódios mais recentes envolvem a votação presidencial da França, além da eleição nos Estados Unidos e o referendo do Brexit.

São tantas as acusações contra o Kremlin que parece pouco provável que de fato não haja algum envolvimento governamental nestes ataques, ainda que claramente o Reino Unido esteja tentando elevar a pressão contra a Rússia desde a tentativa de assassinato de um ex-espião russo e da filha no interior da Inglaterra no começo do ano.

Já o Brasil anda tão desprestigiado no cenário internacional que a nossa eleição parece não ter chamado atenção dos hackers russos. Ou se chamou mesmo a gente só descubra daqui a algum tempo quando os britânicos decidirem investigar.