Marlon Reis, perdido entre o discurso e a prática, abraça a velha política

O círculo se fecha para Marlon Reis, considerado como o “mentor da lei da ficha limpa”, a pulga na pele de políticos condenados pela justiça.

Até pouco tempo, Marlon Reis, o ex-juiz do Maranhão, vivia no anonimato até lançar-se candidato ao governo do Estado nas eleições suplementares do Tocantins. Mesmo com um discurso de moralização, não conseguiu ir para o segundo turno, mas surpreendeu com uma votação acima do esperado.

Nas redes sociais circula um vídeo, provavelmente de 2014, onde Marlon afirma que não seria candidato, e que o seu “foco” era a magistratura. Mas parece que Marlon Reis errou o alvo da vocação, transgrediu no sonho e decidiu abraçar a política. A mudança de rumo do ex-juiz reforça a tese de que o pecado mata a inocência.

Hoje, Marlon Reis, o homem que seria “o novo”, está tão unido com a velha política que, entre eles, é quase impossível inserir um alfinete.

A prova está aí. Para as eleições de outubro, Marlon se une ao PT, um partido que nasceu para ser grande, mas que está afundado em denúncias de corrupção, inclusive com seus principais líderes cumprindo pena na cadeia. E agora, Marlon Reis, qual será o discurso para outubro?

A possível aliança com partido acusado de corrupção chega a ser constrangedor para alguém que sempre desejou ver na cadeia os corruptos da política. Mas ainda há tempo de mudar; só não tem remédio para a morte nem defesa contra a velhice; o resto é possível.

Para Marlon Reis, o único passo correto que lhe resta dar daqui para frente, caso queira salvar sua história como “pai da ficha limpa”, é provar que é diferente, como dizia ser. Caso contrário, a desconfiança da população, o descrédito e o enjoo da “velha política” vão transformar o ex-juiz sonhador num verdadeiro uinmaué – que ninguém sabe o que é.

*Com informações do Portal o Norte

 

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