Nova diretora de combate a corrupção é intimada a prestar esclarecimentos sobre supostas fraudes em contrato

nova Diretora de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) do Tocantins, delegada Cinthia Paula de Lima, foi intimada para prestar esclarecimento em uma investigação sobre supostas fraudes contratuais. Ela era diretora administrativa na Assembleia Legislativa quando foi realizada a contratação pela casa de leis da empresa Jorima Segurança Privada. Existem indícios de que houve superdimensionamento nos serviços.

A informação consta no ofício entregue pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Tocantins (Sidepol) ao Procurador-Geral de Justiça, José Omar de Almeida Júnior. De acordo com o documento, a delegada recebeu a intimação no mesmo dia em que o governador Mauro Carlesse (DEM) determinou a transferência de todos os delegados que investigavam casos de corrupção.

Por telefone, Cinthia Paula de Lima confirmou ter recebido a intimação e disse que o depoimento foi marcado para o próximo dia 14. Ela criticou o fato de a ação ter acontecido apenas depois que ela assumiu a diretoria da Dracco sendo que o inquérito foi aberto em 2018.

“Eu não tenho conhecimento do que se trata e fico surpresa com a intimação de um inquérito de 2018 apenas agora. Eu trabalhava no mesmo prédio em que funciona a Decor [Divisão Especializada na Repressão à Corrupção] e só fui intimada agora. O delegado [que investiga o caso] tem que prestar esclarecimentos sobre eu não ter sido intimada antes”, disse ela. “Eu não tenho nada a esconder. Todos os meus atos na Assembleia foram legais”, completou.

Como a investigação ainda está em andamento, não é possível saber o teor completo das acusações. No oficio, o Sindepol afirma que a delegada expediu pareceres técnicos e atestou medição de contratos de prestação de serviços.

A Secretaria de Segurança Pública disse que a intimação não deixou claro em que condição a delegada foi chamada para prestar esclarecimentos e que apenas a intimação não é suficiente para que se possa trazer suspeita sobre ela. Disse ainda que se houve comprovação de qualquer irregularidade serão tomadas as providências cabíveis. (veja abaixo a nota completa)

G1 procurou a Assembleia Legislativa e a empresa Jorima Segurança Privada para comentar o caso e aguarda retorno.

A delegada está nos quadros da Polícia Civil desde o ano de 2002. Ela já foi presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária e presidente do Sindicato de Delegados de Polícia Civil do Tocantins por dois mandatos.

Cinthia Paula de Lima foi nomeada diretora de combate à corrupção após a exoneração de Evaldo de Oliveira Gomes no último dia 5. O delegado foi dispensado da função horas após a Polícia Civil deflagrar a segunda fase de uma operação que investiga fraudes em contratos realizados pelo governo estadual.

Nota da Secretaria de Segurança Pública

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informa que a intimação da delegada-chefe da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), Cínthia Paula de Lima para prestar declarações em inquérito, sem que se esclareça em que condição ele está sendo convocada, não é suficiente para que se possa trazer suspeita sobre ela. Ressalta que, como em situações anteriores, caso seja comprovada esfera criminal ou administrativa prática de conduta que a torne incompatível com o exercício do cargo para o qual foi nomeada, serão adotadas as providências cabíveis. Causa estranheza, no entanto, o fato de se tratar de inquérito do ano de 2018 e que até o dia 04/11/2019 a referida autoridade trabalhava no mesmo prédio onde funciona a divisão responsável pela investigação e, somente dois dias após dia nomeação, é que sua intimação tenha sido expedida.

Secretaria de Estado da Segurança Pública

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