Juíza autoriza buscas na operação Catarse e determina que chefes da SSP não sejam avisados

Investigação apura existência de funcionários fantasmas no Governo do Tocantins e na Assembleia Legislativa. Renata do Nascimento e Silva entendeu que avisar chefes locais poderia prejudicar o andamento.

A Polícia Civil do Tocantins realizou buscas nesta terça-feira (16) durante uma nova fase da Operação Catarse, que investiga a existência de funcionários fantasmas no Governo do Tocantins e na Assembleia Legislativa. Os mandados foram cumpridos em seis endereços, cinco em Palmas e um em Natividade.

Durante a operação, celulares, notebooks e documentos de interesse para a investigação foram apreendidos.

Os alvos da investigação são Fagner Vieira Lima, Jaiana Rodrigues Cardoso Gomide, Tânia Márcia Rosalves Lopes, Elaine Rocha Chaves Menegon, Jânio Potengi Cirqueira de Carvalho e Elmar Batista Borges.

As defesas deles ainda não foram localizadas para comentar o caso.

Na decisão, a juíza Renata do Nascimento e Silva, da 1ª Vara Criminal de Paraíso do Tocantins, determinou que as autoridades policiais da capital não fossem avisada antes do cumprimento das buscas.

“No presente caso, praticamente todos os Mandados de Busca e Apreensão expedidos estão endereçados à Comarca de Palmas/TO, não constituindo nenhum disparate afirmar que a comunicação prévia à chefia da unidade policial envolvida poderá redundar em grave perigo ao bom êxito das investigações”, escreveu ela.

A operação

A Operação Catarse é uma força-tarefa de várias delegacias do estado para investigar danos ao erário público. As investigações começaram após denúncias de funcionários fantasmas do governo do Estado em Araguaína, norte do Tocantins, em dezembro de 2018.

Depois, mandados foram cumpridos na Secretaria-geral de Governo, no Palácio Araguaia, onde os agentes encontraram indícios de que 300 funcionários estariam recebendo sem trabalhar. Essa fase da operação inclusive foi alvo de críticas do próprio secretário de segurança pública.

Outro desdobramento ocorreu na Câmara de Vereadores de Porto Nacional, quando foram cumpridos mandados contra fraudes em licitações. Essa fase foi chamada de Negócios de Família. A suspeita é de que o grupo teria desviado R$ 700 mil.

Gabinetes de deputados também já foram alvo da operação Catarse. Três funcionários da Assembleia Legislativa chegaram a ser presos preventivamente. Neste caso, a suspeita é de que assessores parlamentares tinham que devolver a maior parte do salário para pessoas ligadas aos parlamentares.

*Com informações do G1

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