TO – Governador comenta caos na saúde e promete novos leitos nos hospitais

Carlesse prometeu 120 novos leitos no Hospital Geral de Palmas (HGP) e disse que “hospitais da rede pública do estado estão sendo remodelados para poder atender o povo”.

“De maneira nenhuma eu quero que uma mãe não seja atendida, que um pai não seja atendido”. A frase é do governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS) ao comentar a superlotação no Hospital e Maternidade Dona Regina, nesta segunda-feira (8). Durante entrevista à TV Anhanguera, o governador prometeu 120 novos leitos no Hospital Geral de Palmas (HGP) e melhorias nas unidades públicas de Gurupi e Araguaína. (Veja o vídeo)

Carlesse acredita que a superlotação nas unidades do Tocantins tem relação com o atendimento de pacientes de outros estados. “Acumula algumas situações, por exemplo, o Mais Médicos. O Governo teve uma iniciativa, achou melhor tirar os médicos cubanos e o que aconteceu com isso? Médicos pediram o afastamento e isso ficou uma demanda”, disse ele.

Segundo o governador, os hospitais do Tocantins atendem pessoas que estão sem assistência. “Hoje nós recebemos no estado [pacientes] do Maranhão, Pará, Mato Grosso. Nós estamos atendendo e queremos o melhor. A população tem que ser atendida”.

Após reconhecer a superlotação, Carlesse informou que haverá ampliação de leitos nas unidades de saúde do Tocantins.

“O HGP vai colocar acho que mais 120 leitos. Tem mais oito salas de cirurgia para serem inauguradas agora. Gurupi nós estamos ampliando, Araguaína e todos os hospitais da rede pública do estado estão sendo remodelados para poder atender o povo”, contou.

Apesar das promessas, o governo não deu nenhum prazo de quando estas melhorias chegarão até as unidades.

Nos últimos meses os hospitais públicos do Tocantins estão apresentando problemas graves. Além de superlotação, as unidades têm falta de medicamentos e de profissionais. Uma das piores situações é no Hospital e Maternidade Dona Regina, em Palmas.

Prestes a dar à luz, grávidas tiveram que voltar para casa por causa de superlotação. A situação foi provocada porque as salas de cirurgias estavam sendo usadas para abrigar recém-nascidos que não conseguem vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UFT). A fila de grávidas aumenta e as cadeiras são usadas como leitos improvisados.

Nesta sexta-feira (5), a Justiça determinou que novos leitos sejam disponibilizados na maternidade. A decisão veio depois de um pedido da Defensoria Pública que flagrou a superlotação da unidade.

Durante a visita da Defensoria Pública do Tocantins ao HGP, o órgão ouviu relatos de médicos de que pelo menos três pacientes morreram por falta de medicamentos. Além da falta de remédios, foram listados problemas de planejamento, lentidão nos processos de licitação e inadimplência aos prestadores de serviço na unidade. As denúncias foram registradas e a Polícia Civil foi chamada ao local para investigar o caso.

O Hospital Infantil de Palmas, referência no atendimento pediátrico, recebe pacientes de todo o estado, também apresentou, nos últimos dias, problemas graves. Pais denunciaram que a unidade chegou a ficar pelo menos 12 horas sem médico. O problema foi registrado por vários dias consecutivos e uma médica chegou a registrar um boletim de ocorrência na delegacia para da capital para registrar a falta de profissionais para assumir o atendimento.

Revoltados, os pais relatam os problemas. “Viemos para um hospital que deveria ser referência, mas está um caos e não tem estrutura”, disse um pai.

*Com informações do G1

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