Bolsonaro faz live no Facebook

Durante live nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro minimizou as polêmicas de sua fala durante a  solenidade militar no Rio de Janeiro, quando disse que democracia e liberdade só existem quando as Forças Armadas querem. “Essa fala já começou a levar para todos os lados das mais possíveis interpretações”, disse ele, nesta quinta-feira (7).

Questionado, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, afirmou que não há nada de polêmica na declaração de Bolsonaro sobre as Forças Armadas e ainda disse que tentaram distorcer a fala do presidente “como se fosse um presente dos militares para os civis”.

O general afirmou que “as forças armadas tem o papel de guardiões da democracia e da liberdade” e que alguns governos, como o cubano e o venezuelano, se mantém no poder com o apoio dos militares.

O presidente destacou que Nicolás Maduro está quase deposto, mas que o que o apoio dos militares o sustenta a frente da Venezuela.

Respeito com os militares

Bolsonaro disse que no seu governo os militares serão tratados com respeito, diferente dos últimos 20 anos.

“As Forças Armadas são detentoras do emprego legal da violência. Pode chocar, mas é o que está na lei”, disse Augusto Heleno ainda justificando a fala do presidente sobre as Forças Armadas.

Previdência 

O presidente reforçou a necessidade de realização da reforma da nova Previdência para o País avançar. Ele reforçou que os militares também estão incluídos nas novas regras, respeitando especificidades.  “E nessa nova proposta, de uma nova Previdência, o  combate a  privilégios. O parlamentar vai se aposentar com teto do INSS, assim as demais categorias”, disse ele, que completou: “Não é porque eu quero, mas é que nós precisamos fazer uma reforma da Previdência, afinal de contas ela está mais do que deficitária”.

Bolsonaro ainda citou o caso da Grécia que entrou em recessão em 2009, quando gastava cerca de 14% do Produto Interno Bruto com a Previdência, valor similar aos 13% que o Brasil gasta atualmente. “Nós pretendemos sim, aprovar essa reforma que está lá, se bem que o parlamento é soberano para fazer qualquer alteração. Só esperamos que ela não seja muito desidratada para que atinja o seu objetivo e sobre recursos para nós investirmos em emprego, saúde  e educação e é isso que pretendemos com a reforma”.

Ele ainda mencionou que a reforma desagrada algumas pessoas, mas pretende “combater alguns privilégios e colocar o Brasil no rumo do crescimento”.

No vídeo institucional apresentado nas redes sociais, ele explica que a nova previdência: “Será justa para todos, sem privilégios, ricos e pobres, servidores públicos, políticos ou trabalhadores privados. Todos seguirão as mesmas regras, de idade e tempo de contribuição”.

Ele também ressaltou que também haverá reforma do sistema de proteção social dos militares. “Respeitaremos as diferenças, mas não excluiremos ninguém e com justiça”, disse e completou: “Quem ganha mais contribuíra com mais, quem ganha menos contribuirá com menos ainda”, completou.

Ele lembrou que, hoje, os homens mais pobres já se aposentam aos 65 anos e as mulheres aos 60 anos; enquanto isso os mais ricos se aposentam sem idade minima. “Isso vai mudar. A nova previdência fará a equiparação. As pessoas de todas as classes vão se aposentar com a mesma idade, mas isso não ocorrerá do dia para a noite, estão previstas regras de transição”.

O presidente explicou que estão previstas regras de transição para que todos possam se adaptar ao novo modelo. “No tocante aos direitos adquiridos, todos estão garantidos,seja para quem já está aposentado ou para quem já completou os requisitos para se aposentar.” Também fazem parte da nova previdência o combate às fraudes e medidas de cobrança aos devedores da previdência.

Ele informou ainda, que os projetos seguiram hoje ao Congresso para debate.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

Foi pensando na importância disso que nosso time econômico elaborou um modelo de previdência que segue os padrões mundiais, que combate privilégios como aposentadoria especial para políticos, que cobra menos dos mais pobres, e que incluirá todos, inclusive militares. Seguimos!

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

Vídeo incorporado

Contribuição Sindical

Sobre a  medida provisória (MP 873) que muda as regras da contribuição sindical paga pelos trabalhadores, o presidente disse que teve uma grande aceitação por parte da população e espera que o parlamento aprove a medida porque faz “justiça a todos no Brasil”.

Agenda oficial 

Bolsonaro anunciou que fará, neste mês de março, três visitas oficiais aos países: Estados Unidos, Israel e Chile. “Vamos trazer algo de concreto nestas viagens, com proposta, possíveis acordos e parcerias com esses países. Viagem que será bem proveitosa para o nosso Brasil”.

Cartão Corporativo

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, fez questão de esclarecer as informações veiculadas por parte da imprensa de que o cartão corporativo da Presidência da República usou mais de 16% em janeiro de 2019 do que em janeiro de 2018.  “Esqueceram que nós estávamos vivendo o período da posse e janeiro de 2018 era o presidente e não tinha nem vice-presidente e agora em janeiro de 2019 tínhamos presidente que estava deixando o poder, o presidente eleito e o vice-presidente”.

O ministro explicou que o cartão foi utilizado para a realização da posse do presidente com a vinda de presidentes estrangeiros e autoridades. “Lógico que todo esse aparato da posse esse movimento fez com que cartão corporativo aumentasse despesa e noticiaram como se fosse uma extravagância, o que não aconteceu”.

Transparência no BNDES 

Bolsonaro também afirmou que vai chamar o presidente do BNDES Joaquim Levy  em Brasília para resolver as questões de transparência da instituição.  “No BNDES, o que nós queremos? É transparência. Vou me preparar, chamar o Levy e vou falar o que queremos no tocante à transparência. O que está lá não nos atende”, disse. Ele afirmou que pessoas como ele que não entendem de economia não conseguem entender as informações disponibilizadas pelo banco estatal. “Queremos facilidade”. O presidente afirmou ainda que terá uma aula com pessoas e técnicos ligados ao TCU para entender o mecanismo do BNDES.

Curso de prevenção a assédio moral e sexual

Um edital de contratação de assistente técnico do Banco do Brasil que pedia como pré-requisitos curso de diversidade e de prevenção a assédio moral e sexual foi criticado por Jair Bolsonaro, que afirmou que os próximos editais não virão com tais cobranças.

O presidente apontou a obrigatoriedade destes cursos com um exemplo de “aparelhamento” do Estado pelos governos anteriores.

Cartilha de Vacinação Infantil

A caderneta de vacinação infantil, para crianças de 9 a 16 anos, também foi abordada por Bolsonaro. Ele disse que parte do material, produzido em 2012 pela presidente Dilma Rousseff, “não cai bem para crianças”.

Mandetta fará uma nova cartilha com menos páginas e mais baratas, que será distribuída.

Bolsonaro aconselhou que os pais que se incomodarem com parte do material podem retirar as páginas.

Conversa com o presidente nas quintas 

A partir de hoje (7), durante todas as quintas-feiras, o presidente Jair Bolsonaro vai usar as redes sociais para falar diretamente com o cidadão brasileiro, por meio de seu perfil oficial no facebook: Jair Messias Bolsonaro @jairmessias.bolsonaro

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