Argentinas saem às ruas para protestar e fazem greve geral neste dia 8

O nome de Lucía, de 11 anos, que engravidou ao seu estuprada pelo companheiro da avó, de 65 anos, será um dos nomes que impulsionarão os protestos

Dia Internacional da Mulher será lembrado, em Buenos Aires, na Argentina, com protestos em todo o país, organizados por mais de 80 organizações, a exemplo do que já ocorre desde 2015. Também está marcada uma greve geral de mulheres.

A cada ano, novas reivindicações entram na pauta: violência, legalização do aborto, mais cotas de representação parlamentar, fim da desigualdade salarial e o pedido de políticas mais eficientes para evitar abusos sexuais, principalmente contra menores de idade.

“No ano passado, tivemos 350 mil pessoas marchando desde o Congresso até a Praça de Maio. Neste ano, pretendemos superar essa marca, e queremos aumentar também a participação de homens, que no ano passado já foi bastante significativa”, diz Florencia Minici, uma das fundadoras do grupo #NiUnaMenos, surgido em 2015 para pedir o fim da violência contra a mulher.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, chega a 45 o número de mulheres mortas, somente este ano, na Argentina. A maioria vítima de violência doméstica.

Em 2019, o nome de Lucía, de 11 anos, que engravidou após ser estuprada pelo companheiro da avó, de 65 anos, impulsionará as manifestações. A Justiça tardou a autorizar o aborto e, quando o fez, foi a vez de os médicos se negarem a fazer o procedimento. Uma médica, então, foi acionada, mas ao invés de realizar um aborto fez uma cesárea, sem a autorização da família da vítima.

As manifestantes sairão às ruas com os já populares lenços verdes, que evocam os lenços brancos das Mães e Avós da Praça de Maio, símbolos dos movimentos que buscam encontrar filhos e netos desaparecidos durante a ditadura militar no país (1976-1983).

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