Nova lista dos bilionários do mundo tem 18 novos brasileiros

Brasileiro mais rico nos últimos cinco anos, Jorge Paulo Lemann perdeu o posto para Joseph Safra na lista dos Bilionários do Mundo 2019 divulgada hoje (5) pela Forbes. Os bilionários inverteram as posições: com US$ 25,2 bilhões, Safra, no 31º lugar da lista global, não só é o brasileiro mais rico, mas também o banqueiro mais rico do mundo. Lemann, com US$ 22,8 bilhões e a 35ª posição do ranking global, aparece na vice-liderança entre os brasileiros. Enquanto o primeiro ganhou R$ 1,7 bilhão de um ano pra cá, o segundo viu sua fortuna diminuir US$ 5 bilhões.

Os sócios de Lemann na AB Inbev, Marcel Herrmann Telles (138º lugar na lista geral) e Carlos Alberto Sicupira (162º lugar) também registraram perdas: US$ 4,4 bilhões no primeiro caso e US$ 3,5 bilhões no segundo.

Eduardo Saverin, o brasileiro que participou da criação do Facebook, ganhou oito posições e ultrapassou Sicupira no panorama global, ficando com a 140ª posição, embora tenha perdido US$ 700 milhões. André Esteves, que voltou ao controle do BTG Pactual em dezembro do ano passado, depois de ser absolvido das acusações de corrupção, subiu incríveis 275 posições e ganhou US$ 1,8 bilhão.

Entre os novatos estão o oncologista Candido Pinheiro Koren de Lima, da Hapvida, na 1.008ª posição, com US$ 2,3 bilhões; Alceu Elias Feldmann, fundador da empresa de fertilizantes Fertipar, e Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, empatados em 1.057º lugar, com US$ 2,2 bilhões; Ricardo Villella Marino, neto do fundador do banco Itaú, na 1.349ª posição, com US$ 1,7 bilhão; Luiza Helena Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza, e Rodolfo Villela Marino (outro neto de Eudório Libânio Villela), empatados na 1.425ª posição, com US$ 1,6 bilhão cada.

Os quatro irmãos da família Feffer, da companhia de papel e celulose Suzano, também fazem parte da nova versão da lista. Daniel (vice-presidente), David (membro do conselho) e Ruben (pianista, o único que não faz parte do conselho) estão empatados na 1.511ª posição, com US$ 1,5 bilhão cada. Outro integrante do board, Jorge, aparece logo depois, em 1.605º lugar, com US$ 1,4 bilhão. Na mesma posição está Paulo Setubal Neto, filho mais velho de Olavo Setubal, que detém mais ações da Itaúsa do que seus sete irmãos.

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, estreiam empatados na 1.717ª posição, com US$ 1,3 bilhão cada. Samuel Barata, proprietário de mais da metade da rede de drogarias DPSP, aparece em 1.818º lugar, com US$ 1,2 bilhão. Na mesma posição estão também, pela primeira vez, os irmãos Jorge Pinheiro Koren de Lima, filho mais velho de Candido Pinheiro, fundador da Hapvida, médico e CEO da companhia desde 2001, e Candido Pinheiro Koren de Lima Junior, o caçula, vice-presidente comercial e de relacionamento da empresa e membro do conselho.

A herdeira de Amador Aguiar, fundador do Bradesco, Maria Angela Aguiar Bellizia, estreia na 1.941ª posição, com US$ 1,1 bilhão. A mesma posição conta com o retorno de um brasileiro: Rubens Menin Teixeira de Souza, fundador da MRV Engenharia, que esteve na lista até 2014. A última estreia é de Pedro Grendene Bartelle, cofundador da gigante calçadista Grendene e dono de 14% das ações da empresa na bolsa. Ele ocupa a 2.057ª posição, com patrimônio de US$ 1 bilhão.

No total, são 18 novos brasileiros bilionários em dólar. Outros três ficaram fora do ranking deste ano: Rubens Ometto Silveira Mello, da Cosan, que na lista anterior ocupava o 1.650º lugar, com US$ 1,4 bilhão; Daisy Igel, herdeira do grupo Ultra, 1.867º lugar em 2018, com US$ 1,2 bilhão, e Elie Horn, da Cyrela, 2.124º lugar, com US$ 1 bilhão.

No total, os 58 bilionários brasileiros da lista possuem, juntos, US$ 179,7 bilhões, cerca de 2% mais do que no ranking de 2018.

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